Respeito, dedicação e Transparência: Marcas do cliente valorizado


Mais notícias

Segunda, 04 de maio de 2015
A regra geral conforme a Constituição Federal de 1988 é a não possibilidade de acumulação de cargos públicos.

Art. 37.  omissis.

XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de
horários, observando em qualquer caso o disposto no inciso XI:

a) a de dois cargos de professor;

b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou  científico;

c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;”


Conforme a Carta Constitucional, havendo compatibilidade de horários nos cargos acima mencionados, autorizada estará a acumulação.Entretanto a Carta Maior não informou sobre a carga horária máxima na acumulação desses cargos.

Em vista disso, pode a administração impedir o acumulo remunerado de cargos que totalizem 70 horas? A jurisprudência dos Tribunais vem se posicionando  no sentido de que a carga horária máxima não pode impedir o acumulo dos cargos.

A 2.ª Turma, por unanimidade, negou provimento à apelação da Fundação Universidade de Brasília (FUB) e deu parcial provimento à remessa oficial da 
sentença que autorizou acumulação remunerada de cargos públicos a uma profissional da saúde.

 
O juiz da primeira instância julgou procedente o pedido para declarar o direito de a autora continuar a exercer o cargo de Auxiliar de Enfermagem junto à Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) e à FUB, uma vez que não há superposição de horários.

 

A FUB alega que, embora sejam acumuláveis os cargos de auxiliar e de técnico de enfermagem, estaria a requerente impedida do exercício de ambos em face de o acúmulo das duas jornadas totalizarem setenta horas.

 
A relatora, juíza federal convocada Hind Ghassan Kayath, afirma que a “Constituição Federal não determina a carga horária máxima para que o 
servidor possa acumular dois cargos públicos, na forma do art. 37, XVI, “c”, CF/88, mas exige tão somente a comprovação da compatibilidade de horários, o que restou comprovado nos autos”.  

 

Sobre o tema, a relatora citou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ, AgRg no Ag 1007619/RJ, Relator Min. Arnaldo Esteves Lima, DJe de 
25/08/2008) e deste Tribunal (AC 2005.34.00.004019-5/DF, Relator Des. Federal Antônio Sávio de Oliveira Chaves, DJ de 25/11/2008), no mesmo sentido.

 
Por fim, a relatora afirmou que, no julgamento do RE 351.905/RJ, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal deixou claro seu 
entendimento de que “o Executivo não pode, sob o pretexto de regulamentar dispositivo constitucional, criar regra não prevista, fixando verdadeira norma autônoma”, como pretende a AGU, por meio de Parecer, que fixou limite de tempo máximo de trabalho dos servidores que acumulam cargos.


Processo n.º 0027162-77.2006.4.01.3400
Data do julgamento: 17/08/2011
Data da publicação: 21/02/2013
Fonte: TRF1



Comente esta notícia





SMAS, Trecho 3, Lote 01 Ed. The Union, Torre B2 Sala 420 - Brasília - DF - CEP 71.215-300
61. 3465-3351 / 8129-197